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PRAÇA DA MATRIZ


PRAÇA DA MATRIZ

A praça.
 
Ah aquela praça
Naquela pequena cidade...
Onde a roda gigante girava o mundo
E por segundos esquecia que o tempo
É pai do futuro.
Naquela gangorra os pássaros se faziam amigos...
E lindos e lindos e lindos
Os sonhos de criança
Na pacata praça.
Os perfumes dali não exalam em outra praça
Em outro lugar, em outro planeta
Cheiro de mim, jasmim,
Cheiro de primavera,
Como era bela
A singeleza dos olhares atônitos.
Tudo era motivo para parar
Como se não fosse nada
Presságio de um bom sinal.
Meu amigo, meu filho,
A graça da liberdade
Inserida no contexto da praça,
Nas corridas, brincadeiras,
Pique esconde
Não se encontra mais
Nem nos becos,
Nem nos bosques,
Nem nos sonhos...
A graça que enaltece a glória
De ter vivido naquela estação
Vive no coração,
Vive na alma
Dos que ali passaram.
Igreja católica,
Mina d’água,
Namoros fogosos,
Amores proibidos,
Sexo escondido
Nas madrugadas, sobre as gramas,
Entre as flores que hoje revelam
A pureza de nossos dias...
Fotos coloridas,
Sorrisos que iluminam
O quadro da lembrança
Do que éramos nós.
Na pacata praça
Na praça do mundo.
Na mina do fundo
Do nosso coração.
 
Poema "A Praça" do Autor Willian Figueiredo

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